
A noite chegou e eu não estava passando muito bem. Acho que comi alguma coisa que me fez mal na noite anterior (coxinha do mal com cheddar). Na verdade eu nunca fico ruim do estômago e não sei o que me aconteceu na noite de ontem, mas isso me impediu de sair de casa.
Ficar em casa mongueando. Não queria usar o pc e nem jogar videogame. Depois de algum tempo lembrei que tenho vários filmes que nunca assisti, numa caixa de sapatos embaixo da minha cama e decidi ver algum deles.
"Monty Phyton - O Sentido da Vida", "Premonição 3", "Brancaleone nas Cruzadas"... Esses, e mais algumas dezenas, eu já havia assistido trechos, e sabia do que se tratava. Mas um deles me chamou atenção. Por mais que eu tivesse assistido o final, o começo e outras cenas intermediárias do filme, eu não sabia do que se tratava, e não conseguia imaginar o porque do nome "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças". Finalmente decidi assisti-lo.O prólogo do filme me foi familiar. Parecia uma réplica de um relacionamento meu recente (risos). A maioria das lembranças desse relacionamento são negativas (o que é raro pra mim) e já estava querendo parar de assitir por ali. Mas o filme foi mudando, começou a me deixar confuso e comecei a me interessar por ele, até que o achei demais.

Pra quem nunca assistiu, é a história de um casal que faz uma espécie de tratamento pra esquecerem do seu parceiro, apagando todas as memórias que tinham com o outro, deixando assim a outra pessoa desconhecida, como se nunca eles tivessem se visto antes. O mais bacana do filme é quando vemos as lembranças sendo apagadas e o drama que é quando está se arrependendo disso. Até porque, eu acho que sendo boas ou ruins, as lembranças devem ficar ali pra sempre pra uma consulta posterior, para que você não repita um erro ou pra que você apenas sinta nostalgia.
Nostalgia, o que me inspirou a criar esse blog. Depois de assistir ao filme eu tive que criá-lo, pois durante o filme eu tive momentos nostálgicos com várias coisas. Algumas dessas pareciam até ter feito parte da minha vida, acho que por isso me identifiquei bastante com o filme. Mas o que mais nostálgico apareceu, foram os momentos em que eu estava com alguém que eu gostava e me relacionava bem. Namoradas, algumas ficantes e tudo isso. Não foram saudades das pessoas (apesar de que tem algumas que não vejo faz tempo e isso me deixa com saudades), mas saudades daqueles momentos, os momentos que foram e não voltam mais, os momentos únicos na sua vida. Aquela coisa que você pagaria tudo pra voltar e poder viver mais uma vez. É estranho e isso é a nostalgia. Como vi numa comunidade hoje: "Não era melhor, mas sinto saudades".

É isso que me faz aproveitar o máximo que posso a vida. Ela vai te dando as oportunidades e você pode aproveitar, se quiser. Mas algumas oportunidades não terão replay (o que é basicamente tudo, pois já falamos que cada momento é único) e por isso elas tem que ser muito bem aproveitadas. Ontem mesmo recebi um e-mail que dizia algo parecido, como dizer pra pessoa que você gosta o que você sente por ela, antes que seja tarde demais. Bom, não consigo enganar ninguém dizendo que não estou gostando de alguma pessoa (olha minha cara de apaixonado), mas ainda não consegui dizer a ela o que sinto por ela. Principalmente porque o contato com ela tá difícil, a única alternativa que me resta é o telefone (ah, o maldito telefone) e eu odeio falar no telefone, principalmente com quem eu gosto.

Bom, depois de me expor publicamente e abertamente aqui, vou terminar de trabalhar e partir por aí, em busca dos meus futuros momentos nostálgicos. Boa tarde a todos e se quiserem curtir um trecho do filme que citei, vai estar aqui em baixo:

Paulo Pauleira Power, você é uma máquina de escrever. Eu adorei.
ResponderExcluirAhá, pronto, falei...
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